Na condição de professor UESB e membro da comunidade universitária gostaria de manifestar minha profunda indignação com a retaliação da Comissão Permanente do Vestibular – COPEVE aos alunos que participaram ativamente da greve, impedindo-os de atuar como fiscais do vestibular da instituição ocorrido neste mês. O repúdio é ainda maior diante das denúncias de que a administração da universidade, representada pela Procuradoria Jurídica e acompanhada pela polícia retirou uma discente de dentro do campus de Jequié, num carro oficial da instituição e a conduziu para ser interrogada na sede do Ministério Público daquele município, sem que lhe fosse garantida a prerrogativa de assistência jurídica ou familiar e constrangendo-a a confessar participação no movimento de boicote ao referido concurso de acesso à universidade. O sigilo de sua correspondência eletrônica foi violado e cópias foram adquiridas sem consentimento ou decisão judicial. Tal procedimento, característico dos regimes autoritários, não deve ser tolerado na sociedade brasileira e, ainda menos, no interior da universidade onde o direito de opinião e a livre manifestação das idéias devem, não apenas ser garantidos, como também, estimulados em benefício da produção do conhecimento e de sua disseminação. Diante disso, devemos estar atentos para impedir que as instituições responsáveis por defender a diversidade e os interesses coletivos conduzam as discussões em processos eivados de ilegalidades e contrariem até mesmo os princípios elementares do Estado de Direito.EDUCAÇÃO
Professor emite Nota de Repúdio contra a COPEVE e UESB
Na condição de professor UESB e membro da comunidade universitária gostaria de manifestar minha profunda indignação com a retaliação da Comissão Permanente do Vestibular – COPEVE aos alunos que participaram ativamente da greve, impedindo-os de atuar como fiscais do vestibular da instituição ocorrido neste mês. O repúdio é ainda maior diante das denúncias de que a administração da universidade, representada pela Procuradoria Jurídica e acompanhada pela polícia retirou uma discente de dentro do campus de Jequié, num carro oficial da instituição e a conduziu para ser interrogada na sede do Ministério Público daquele município, sem que lhe fosse garantida a prerrogativa de assistência jurídica ou familiar e constrangendo-a a confessar participação no movimento de boicote ao referido concurso de acesso à universidade. O sigilo de sua correspondência eletrônica foi violado e cópias foram adquiridas sem consentimento ou decisão judicial. Tal procedimento, característico dos regimes autoritários, não deve ser tolerado na sociedade brasileira e, ainda menos, no interior da universidade onde o direito de opinião e a livre manifestação das idéias devem, não apenas ser garantidos, como também, estimulados em benefício da produção do conhecimento e de sua disseminação. Diante disso, devemos estar atentos para impedir que as instituições responsáveis por defender a diversidade e os interesses coletivos conduzam as discussões em processos eivados de ilegalidades e contrariem até mesmo os princípios elementares do Estado de Direito.
Na condição de professor UESB e membro da comunidade universitária gostaria de manifestar minha profunda indignação com a retaliação da Comissão Permanente do Vestibular – COPEVE aos alunos que participaram ativamente da greve, impedindo-os de atuar como fiscais do vestibular da instituição ocorrido neste mês. O repúdio é ainda maior diante das denúncias de que a administração da universidade, representada pela Procuradoria Jurídica e acompanhada pela polícia retirou uma discente de dentro do campus de Jequié, num carro oficial da instituição e a conduziu para ser interrogada na sede do Ministério Público daquele município, sem que lhe fosse garantida a prerrogativa de assistência jurídica ou familiar e constrangendo-a a confessar participação no movimento de boicote ao referido concurso de acesso à universidade. O sigilo de sua correspondência eletrônica foi violado e cópias foram adquiridas sem consentimento ou decisão judicial. Tal procedimento, característico dos regimes autoritários, não deve ser tolerado na sociedade brasileira e, ainda menos, no interior da universidade onde o direito de opinião e a livre manifestação das idéias devem, não apenas ser garantidos, como também, estimulados em benefício da produção do conhecimento e de sua disseminação. Diante disso, devemos estar atentos para impedir que as instituições responsáveis por defender a diversidade e os interesses coletivos conduzam as discussões em processos eivados de ilegalidades e contrariem até mesmo os princípios elementares do Estado de Direito.
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